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Bélgica
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 Geografia
              Mapa da Bélgica

A Bélgica é limitada a norte com a Holanda e o mar do Norte, a leste com a Alemanha e Luxemburgo e ao sul e sudoeste com a França. Tem uma superfície de 30.528 km2 e Bruxelas é a sua capital.

O país tem três regiões fisiográficas principais: a planície costeira formada por dunas e polders, o planalto central atravessado por inúmeros rios e as terras altas das Ardenas. Ao longo da costa do Norte existe uma área de terrenos protegidos por diques, construídos entre os séculos XIII e XV. Os rios principais são o Schelde e o Meuse, que nascem na França e são navegáveis na passagem pela Bélgica.

A população é composta por dois grupos étnicos. Os flamengos, de origem germânica, que habitam a metade norte da Bélgica, denominada Flandres e que falam flamengo ou holandês, e os valões, de origem celta, que falam francês e habitam a metade sul, denominada Valónia. Há uma minoria de alemães que habitam o leste do país.

A Bélgica tem uma população de 10,1 milhões de habitantes e uma densidade de 330 hab/ km2, sendo uma das mais altas da Europa. As principais cidades são: Bruxelas, Antuérpia, Gent e Liège. Cerca de 90% da população é católica.

A Bélgica é um dos países mais industrializados da Europa. Historicamente foi o carvão o principal recurso do país, mas actualmente suas reservas se esgotaram e a produção caiu a partir de 1980. Muitas minas fecharam. A Bélgica está entre os maiores produtores de ferro e de aço. A indústria pesada baseia-se na produção de aço, carvão, produtos químicos e petróleo. A indústria têxtil, que data da Idade Média, produz algodão, lã, linho, e tecidos sintéticos e sua indústria química é líder mundial. Outras indústrias importantes são a naval e a de construção de equipamentos ferroviários. A lapidação de diamantes é uma das mais importantes do mundo.

 História

Os belgas eram uma antiga tribo celta. A região romana da Gália Bélgica abrangia a actual Bélgica, o norte da França, Holanda e parte da Suíça. Após a queda do Império Romano, a Europa ocidental foi dominada pelos francos, que atingiram o maior poderio durante o reinado (768-814) de Carlos Magno. Quando o reino dos francos dividiu-se em 843, a Bélgica incorporou-se à Lotaríngia (Alemanha) e no ocidente formou-se o condado de Flandres, feudo dos reis da França.

Através do casamento de Maria de Borgonha com o futuro imperador alemão Maximiliano I, os domínios de Borgonha, excepto o ducado, passaram para os Habsburg. Carlos, o filho mais velho de Maximiliano, herdou os Países Baixos (que incluía a Bélgica) em 1506 e subiu ao trono da Espanha dez anos mais tarde. Posteriormente, foi eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico com o nome de Carlos V. Em 1549 decretou que os Países Baixos se unissem formalmente aos seus domínios espanhóis.

Seu filho, Felipe II da Espanha, tentou suprimir o protestantismo e estabelecer maior controle comercial nos Países Baixos. As sete províncias do norte rebelaram-se e em 1581, declararam-se independentes; as províncias do sul, por sua vez, permaneceram leais à Espanha. Felipe II tentou reconquistar o norte sem sucesso. Em 1609, Felipe III assinou uma trégua de Doze Anos, mas perto do fim, explodiu a guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Em 1635, forças da Holanda e da França, uniram-se para dividir os Países Baixos espanhóis. Uma série de vitórias franco-holandesas forçaram o monarca espanhol a firmar uma paz separada com a Holanda em 1648. O sul (actuais Bélgica e Luxemburgo), permaneceu sob domínio espanhol. Luis XIV da França não quis abandonar suas pretensões para com os Países Baixos holandeses; o Tratado dos Pirinéus de 1659 concedeu-lhe áreas fronteiriças e depois ele mesmo ocupou várias cidades. Os Países Baixos espanhóis foram um factor importante no contexto do posterior conflito europeu, a guerra de Sucessão Espanhola. O Tratado de Utrecht (1713-1715) deu à França uma parte de Flandres e a maior parte do território constituiu-se nos Países Baixos austríacos.

Exceptuando a guerra de Sucessão Austríaca, em 1744, o período de domínio austríaco na Bélgica foi pacífico. Em 1787, José II terminou com a autonomia provincial nos Países Baixos austríacos, o que gerou uma revolta. Em 1790, a República Belga foi proclamada. Leopoldo II, restaurou o controle e revogou os direitos do seu antecessor. Com Francisco II, começou a guerra entre a Áustria e o governo revolucionário da França. A Bélgica foi cedida à França pelo Tratado de Campoformio, em 1797. O regime instaurado pelos franceses não agradou, mas a Bélgica expandiu-se com a conquista de Liège.

Em 1814, o país foi ocupado pelos exércitos aliados que enfrentavam Napoleão Bonaparte. A última das guerras Napoleónicas, a decisiva batalha de Waterloo, ocorreu em solo belga. Pelos acordos de paz do Congresso de Viena, em 1815, a Bélgica e a Holanda uniram-se no reino dos Países Baixos, onde foi nomeado rei o holandês Guilherme I. Mas os católicos belgas não queriam um soberano protestante e exigiam uma autonomia maior. A revolução de 1830, na França, incentivou o levante belga. A independência da Bélgica foi proclamada e aceite na Conferência de Londres em 1831 pelas grandes potências.

Os belgas redigiram uma Constituição com um poder legislativo em duas câmaras, elegendo como monarca Leopoldo I. No reinado de Leopoldo II, a Bélgica enfrentou inúmeros conflitos internos por diferenças educacionais, por problemas sociais decorrentes da rápida industrialização e da falta de um idioma comum. Leopoldo II financiou uma expedição ao rio Congo e na Conferência de Berlim de 1885, foi reconhecido como soberano do Estado Livre do Congo, cuja administração passou para o Estado Belga em 1908.

Uma semana após ter deflagrado a I Guerra Mundial, as tropas alemãs atravessaram a fronteira da Bélgica, ignorando sua neutralidade. O governo resistiu à invasão e solicitou ajuda da França, Grã-Bretanha e Rússia. Um milhão de belgas fugiram do país e mais de 80 mil morreram. A ofensiva dos aliados de Setembro de 1918 libertou a costa do país. Pelo Tratado de Versalhes de 1919, a Bélgica incorporou 989,3 km2 de território e 64.500 habitantes.

Apesar dos enormes prejuízos causados pela guerra, a Bélgica alcançou uma notável recuperação. O voto para os homens foi introduzido no país, a neutralidade foi abandonada e, em 1920, foi assinada uma aliança militar com a França.

Em 1936, a Bélgica voltou à neutralidade, sendo atacada pela segunda vez pela Alemanha, em Maio de 1940. As tropas francesas e britânicas ajudaram-na mas foram derrotadas devido à superioridade das forças invasoras. Leopoldo III rendeu-se e foi preso. O gabinete belga, exilado em Paris, negou-se a reconhecer a derrota, destituindo o rei dos seus direitos de governo. Após a queda da França, o governo belga que estava no exílio transferiu-se para Londres. Em 1944, retornou à Bélgica após a desocupação alemã e o Parlamento elegeu o príncipe Carlos como presidente.

A Bélgica ficou politicamente desorganizada por causa do confronto entre o partido Social Cristão (católicos) e a coligação de liberais, socialistas e comunistas, e a questão do regresso do rei Leopoldo. Em 1945, o Parlamento concordou em deixar Leopoldo fora do poder. A Bélgica voltou a recuperar sua anterior posição entre as grandes nações mercantis do mundo.

Em 1950, foi convocado um plebiscito sobre o retorno do rei Leopoldo. Após obter a resposta afirmativa de 57,6% dos votantes, vários conflitos ocorreram, organizados pela oposição. Leopoldo concordou então em passar o poder para seu filho, o príncipe Balduíno.

A Bélgica foi membro constituinte, em 1952, da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço e contribuiu para a fundação, em 1957, da Comunidade Económica Europeia (hoje União Europeia). Em 1960, a Bélgica proclamou a independência da colónia do Congo Belga (Zaire, actual República Democrática do Congo). Em 1962, os administradores belgas da ONU, encarregados do território de Ruanda-Urundi, conseguiram a independência de Ruanda e Burundi.

A rivalidade entre flamengos e valões gerou frequentes distúrbios durante a década de 1960, provocando a queda de vários governos nos anos seguintes. Na década de 1980, os social-cristãos, formaram governos e, em 1989, o Parlamento aprovou um programa para transferir o poder às três regiões etnolinguísticas. A Bélgica ratificou o Tratado de Maastricht sobre a União Europeia em 1992. Em Maio de 1993, a Bélgica tornou-se um país federal.

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