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| Mapa
dos Estados Unidos da América | Os Estados Unidos são
limitados pelo Atlântico Norte, o Pacífico Norte, o Canadá
e o México. A metade ocidental da fronteira norte está exactamente
a 49° N. A metade oriental fica mais a sul, excepto Lake of the Woods, a parte
mais setentrional dos Estados Unidos, excluindo o Alaska. Em superfície,
os Estados Unidos são o 4º maior país do mundo com 9.158.918
km2, incluindo todos os seus 50 estados e distrito federal. A população
é de 293.027.571 habitantes que se concentram sobretudo nos litorais este
e oeste. A capital é Washington D.C. e as maiores cidades por ordem decrescente
são Nova Iorque, Los Angeles, Chicago, Houston, Philadelphia, Phoenix,
San Diego, Dallas e San Antonio. A geografia dos Estados Unidos varia ao
longo da sua imensa área. Na parte continental existem 8 fisiografias distintas: 1.
Terras altas do S. Lourenço - parte do escudo canadiano que se estende
à região dos Grandes Lagos. 2. Planícies Atlânticas
- as regiões costeiras do leste e sul, a costa do Atlântico e do
Golfo do México. 3. Terras altas Apalachianas - na parte oriental dos
Estados Unidos, incluem as Montanhas Apalachianas, Adirondacks e New England.
4. Planícies do Interior - parte do interior continental, inclui aquilo
a que se chama as Grandes Planícies. 5. Terras altas do Interior -
também parte do interior continental, incluindo o Planalto Ozark. 6.
Montanhas Rochosas - cordilheira que ocupa o interior dos estados do oeste. 7.
Planaltos Intermontanhosos - também divididos em Planalto do Columbia e
do Colorado, é um sistema de planaltos, bacias e cordilheiras entre as
Montanhas Rochosas e as Montanhas do Pacífico. 8. Montanhas do Pacífico
- as cordilheiras costeiras na costa oeste dos Estados Unidos.
Os principais
rios do território são o Mississipi, Missouri, Ohio, Colorado e
Rio Grande. Os maiores lagos, excluindo os Grandes Lagos, são o Great Salt
Lake em Utah e Lake Okeechobee na Florida. O ponto mais alto é o Monte
McKinley no Alaska (6.194 m). O Monte Whitney na California (4.418 m) é
o mais alto nos Estados continentais. Os estados continentais são
commumente divididos em 6 regiões culturais que muitas vezes partilham
características naturais e territoriais: 1. New England - a região
estabelecida como colónia pelos europeus, fica no nordeste dos Estados
Unidos. É dominada por elevações rochosas e planícies
arenosas. 2. Mid-Atlantic - aqui fica a capital do país. Inclui florestas
e terras baixas. 3. South - culturalmente talvez o mais distinto dos outros,
com uma identidade desenvolvida antes e durante a Guerra Civil. 4. Midwest
- grandes planícies centrais. 5. Southwest - mais seco que o Midwest.
Tem uma grande comunidade de hispânicos e índios norte-americanos.
Fora das cidades o espaço é muito aberto e com alguns desertos. 6.
West - no oeste fica a costa do Pacífico e muitas montanhas e planaltos.
Antes da chegada dos colonizadores, as culturas autóctones eram
seminómadas. As viagens, no final do século XV, de Cristóvão
Colombo e de Giovanni Caboto, constituíram o início do descobrimento
e da colonização do continente americano. A fundação
de San Agustín (na actual Flórida) pelos espanhóis, em 1565,
marcou o início da colonização europeia. O primeiro povoamento
permanente criado pelos ingleses foi Jamestown, em 1607. Em 1624, a colónia
passou a ser província real. Os franceses fundaram Quebec em 1608 e descobridores
como Jacques Marquette, Louis Jolliet y René-Robert Cavalier, senhor de
La Salle, garantiram à França vastos territórios no interior,
inclusive todo o vale alto do rio Mississipi. Os holandeses alicerçaram
as suas pretensões sobre esses territórios nas explorações
de Henry Hudson, a serviço da Companhia das Índias Orientais. Chegou
à baía onde fica hoje Nova Iorque em 1609 e explorou o rio que tem
o seu nome. Durante os anos seguintes, os holandeses fundaram em Nova Holanda
vários entrepostos comerciais. Em 1625, foi fundada a Nova Amsterdão
(hoje Nova Iorque). A actividade colonizadora inglesa foi retomada em 1620,
quando os separatistas adquiriram o direito de se estabelecer na Virgínia
e fundaram Plymouth, ponto de partida da colonização da Nova Inglaterra,
realizada principalmente por puritanos. A primeira manifestação
da autoridade parlamentar sobre as colónias foi a Lei de Navegação,
de 1651, que obrigava a que as importações e as exportações
das colónias fossem embarcadas em navios de bandeira inglesa; leis posteriores
proibiram as relações comerciais entre as colónias e outros
países. Em 1660, com o reinado de Carlos II, ampliaram-se as leis de navegação.
Em 1684, foi decretada a unificação das colónias numa única
província real, o domínio da Nova Inglaterra. O governo inglês
desafiou o poderio militar francês, seu principal rival na construção
de um império colonial. A guerra que se seguiu prolongou-se por quase um
século, em distintas partes do mundo. O Tratado de Utrecht, em 1713, obrigava
a França a entregar numerosos territórios. A confrontação
decisiva entre a Inglaterra e a França pelo controle da bacia do rio Ohio
conduziu à fase final do conflito, a Guerra Francesa e Índia (Guerra
dos Sete Anos). De acordo com o Tratado de Paris, a França perdeu todas
as suas possessões na América do Norte e a Espanha entregou parte
da Flórida, que passou às mãos da Grã-Bretanha. Como
resultado da guerra, o déficit britânico foi duplicado, o que levou
à promulgação de novas leis impositivas, como a Stamp Act
e as Townshend Acts, a que se opuseram as colónias. Além disso,
numa tentativa de evitar a quebra da Companhia das Índias Orientais, o
Parlamento concedeu-lhe o monopólio da venda de chá às colónias,
o que provocou nova crise, representada na Festa do Chá de Boston. As
colónias celebraram em 1774 o primeiro Congresso Continental. O movimento
de protesto das colónias precipitou a guerra da Independência norte-americana.
No segundo Congresso Continental, celebrado em 1775, George Washington assumiu
as prerrogativas próprias do poder executivo. Declarou-se a independência
em 4 de Julho de 1776 e adoptou-se uma declaração formal de princípios,
redigida por Thomas Jefferson. Entre 1776 e 1865, a confederação
norte-americana passou de 13 a 26 estados membros. A jovem nação
teve de enfrentar sérios problemas sociais, económicos e políticos.
Os dois mais graves foram decidir se prevaleceria a autoridade do governo federal
ou a de cada um dos estados e se continuaria a escravatura. A controvérsia
sobre ambas as questões dividiu o país em duas facções
opostas: o Norte e o Sul. Com a assinatura do Tratado de Paris (1783), que
pôs fim à guerra com a Grã-Bretanha, o país enfrentou
novos problemas, o principal dos quais era estabelecer uma forma de governo que
mantivesse os treze estados em sólida e efectiva união. De acordo
com os Artigos da Confederação, aprovados pelo Congresso em 1777,
os estados membros conservavam sua autoridade soberana e o Congresso era um órgão
no qual estavam representados os estados e o povo. A Constituição
entrou em vigor em 1788 e George Washington, primeiro presidente dos Estados Unidos,
iniciou seu mandato em 1789. Os debates realizados no Congresso trouxeram à
tona as distintas concepções políticas e económicas
que existiam sobre a nova nação: os federalistas lutavam pela existência
de um governo federal forte que defendesse os interesses nacionais; os republicanos
sustentavam, ao contrário, a limitação dos poderes federais
e a protecção dos direitos de cada um dos estados, além de
simpatizar com a ideologia da Revolução Francesa, favorecendo a
França em detrimento da Grã-Bretanha. A guerra anglo-americana
e o Tratado de Gante (1814) que pôs fim ao conflito, criou forte sentimento
de unidade nacional e destruiu a influência política do Partido Federalista.
Nos comícios eleitorais de 1828, triunfou Andrew Jackson. A principal questão
foi a escravidão dos negros que toldou qualquer outro aspecto político.
Durante o século XVII, aproximadamente 25.000 negros africanos tinham sido
levados para as colónias norte-americanas e a escravidão era legal.
A demanda de mão de obra barata para trabalhar nas plantações
de algodão provocou grande aumento no número de escravos no sul.
O norte, eminentemente industrial, considerava a escravidão uma instituição
deplorável; dessa forma, no final do século XVIII, todos os estados
ao norte de Maryland, excepto Nova Jersey, haviam declarado a abolição
da escravatura. A partir de 1820, cresceu o sentimento abolicionista em todos
os estados do Norte, enquanto o Sul via na abolição uma agressão
directa ao seu tradicional modo de vida. Em 1836, habitantes do Texas sublevaram-se
e estabeleceram a República do Texas, numa tentativa de incorporar-se aos
Estados Unidos. O Sul lutou decididamente pela anexação do Texas,
onde a escravidão era legal. O Norte opôs-se. Em 1845, o Texas foi
admitido na União, o que provocou a guerra entre os Estados Unidos e o
México, que nunca havia reconhecido a independência daquele território
mexicano. Consoante o Tratado de Guadalupe Hidalgo (1848), o México, em
troca de quinze milhões de dólares, cedeu a Califórnia e
o Novo México e reconheceu o Rio Grande do Norte (o Bravo) como fronteira
entre o Texas e o México. Abraham Lincoln, que defendia que a decisão
sobre a escravidão fosse do Congresso, foi proclamado presidente em 1860,
ano em que a Carolina do Sul se separou da União, seguida de outros dez
estados, que se constituíram na Confederação Sulista em 1861.
Era o início da Guerra Civil norte-americana. O Congresso aboliu a escravidão
em 1862, após promulgar a Proclamação da Emancipação.
O primeiro tema que o país teve de enfrentar, uma vez terminada a Guerra
Civil (período conhecido como Reconstrução), foi a reintegração
dos estados separatistas na União. Em 1867, os Estados Unidos compraram
o Alaska à Rússia por 7,2 milhões de dólares.
Em 1893, uma revolta eclodiu nas ilhas do Havaí, que em 1898 foram anexadas
aos Estados Unidos. O presidente seguinte foi William McKinley. O principal acontecimento
foi a Guerra Hispano-americana, pela qual a Espanha perdeu suas últimas
províncias de ultramar, em 1898. Após a vitória, os Estados
Unidos adquiriram Cuba, as Filipinas, Guam e Porto Rico. Em 1901, Theodore Roosevelt
assumiu a presidência. Nas Filipinas, os rebeldes dirigidos por Emílio
Aguinaldo, em um primeiro momento, resistiram à ocupação.
A Lei Jones, de 1916, prometia a independência, que não chegou até
1946. As questões mais importantes durante a presidência
de Wilson foram a I Guerra Mundial e a assinatura da paz em 1919, com o Tratado
de Versalhes. Com as eleições celebradas em 1920, inicia-se um período
de domínio republicano, caracterizado pelo estabelecimento de tarifas elevadas.
O tema mais controverso do período 1920-1932 foi a proibição
da fabricação e venda de bebidas alcoólicas, que deu origem
a um período de violências, quando bandos organizados controlaram
sua venda ilegal. Em 1929, uma comissão presidencial determinou o fim das
leis antialcoólicas. A derrocada da Bolsa em 1929 precedeu uma depressão
económica que adquiriu dimensões mundiais. Os democratas, liderados
por Franklin Delano Roosevelt, obtiveram esmagadora vitória. A política
económica e social de Roosevelt ficou conhecida como New Deal. Tinha duplo
objectivo: a recuperação da depressão económica e
a estabilização da economia nacional, para evitar outras crises
graves no futuro. O governo também criou diversos organismos para socorrer
os mais necessitados. A política exterior concentrou-se em aumentar
o comércio exterior, em especial com a América do Sul, solucionar
os problemas criados pela guerra entre a China e o Japão (iniciada em 1937)
e no irrompimento da 2ª Guerra Mundial, em 1939, à qual os Estados
Unidos aderiram em 1941 após o ataque aéreo japonês sobre
Pear Harbour no Havaí. Os esforços diplomáticos de Roosevelt
deram lugar a uma série de conferências com Winston Churchill e o
líder soviético Joseph Stalin, nas quais foram adoptadas medidas
de efeito militar e acordou-se a rendição incondicional das potências
do Eixo. Na Conferência de Ialta, celebrada em 1945, decidiu-se dividir
a Alemanha em zonas de ocupação e criar a Organização
das Nações Unidas (ONU). Em agosto de 1945, Truman autorizou o lançamento
de bombas atómicas sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki. O Japão
rendeu-se imediatamente. Em 1945, Roosevelt foi substituído por
Harry S. Truman, cujos primeiros problemas foram a finalização da
guerra e o estabelecimento da paz mundial. As tensões entre os Estados
Unidos e a União Soviética tornaram-se evidentes no Acordo de Potsdam,
onde se celebrou um acordo relativo à divisão final da Alemanha.
O espírito de cooperação vigente nos tempos de guerra havia
dado lugar ao receio mútuo, origem da denominada Guerra Fria. Apesar dos
problemas internos, os Estados Unidos continuaram sua intervenção
nos assuntos internacionais, realizando os julgamentos por crimes de guerra contra
antigos dirigentes alemães e japoneses. Também estabeleceu o Conselho
Nacional de Segurança e a CIA (Central Intelligence Agency), para reunir
informação estratégica do estrangeiro. Em 1947, num esforço
para deter o avanço do comunismo na Europa, instituiu-se a chamada Doutrina
Truman, mediante a qual os Estados Unidos estenderiam ajuda militar e económica
aos países ameaçados pela agressão comunista. Importante
pilar desta política foi o Plano Marshall, que consistia num vasto programa
de ajuda económica para permitir a recuperação da Europa;
foi rejeitada pelos países do Leste, subordinados à União
Soviética. Em 1951, na China, o governo de Chiang Kai-Chek, que havia
recebido apoio norte-americano, não conseguiu deter o avanço das
tropas comunistas de Mao Tsé-Tung, que proclamou a República Popular
da China. Em 1950, Truman anunciou que os Estados Unidos interviriam para ajudar
a Coreia do Sul, invadida por tropas do regime comunista do Norte. A integração
racial foi lenta no Sul e muitos negros começaram a tomar parte activa
no movimento dos direitos civis. Em 1955, Martin Luther King liderou eficaz boicote
que fez terminar a discriminação que a população negra
sofria em Montgomery (Alabama). Em 1959, o Alasca transformou-se no 49º Estado
da União e o Havaí no 50º.
Em julho de 1960, ganhou
as eleições o democrata John Fitzgerald Kennedy. Os direitos civis
constituíram o principal problema interno durante seu mandato. Em abril
de 1961, Kennedy autorizou o desembarque na baía dos Porcos, realizada
por exilados anticastristas e que resultou em fracasso. Enquanto as relações
com a União Soviética melhoravam, a situação no Sudeste
Asiático deteriorava-se. A constante pressão do Vietcong, grupo
nacionalista vietnamita dominado pelos comunistas, fez com que Kennedy aumentasse
a ajuda militar ao governo de Ngo Dinh Diem. Kennedy foi assassinado em 1963,
em Dallas (Texas), e foi sucedido pelo vice-presidente Lyndon Baines Johnson. O
principal problema de Johnson em política externa foi a guerra do Vietname.
O aumento da intervenção norte-americana produziu grande debate
nacional que se intensificou em 1968. Johnson anunciou a suspensão dos
bombardeamentos sobre o Vietname do Norte, a fim de iniciar conversações
que pusessem fim à guerra. O assassinato de Martin Luther King, em Memphis
(Tennessee), em 1968, originou nova onda de distúrbios em Washington e
outras cidades. Em 1973, o presidente Nixon assinou-se em Paris um acordo de cessar
fogo, que permitiu a retirada das tropas americanas.
A Organização
dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tinha imposto, no inverno
de 1973, um embargo de petróleo aos Estados Unidos e a outros países
ocidentais, em resposta ao apoio que prestavam a Israel, o que provocou uma recessão
da qual começou a recuperar-se em 1975. George Bush, antigo vice-presidente
com Reagan, foi o candidato republicano nas eleições presidenciais
de 1988. Ao tomar posse do cargo, os principais desafios com que se deparou foram
o déficit orçamental e comercial e a ofensiva diplomática
soviética na Europa. Em 1991, soldados norte-americanos serviram com os
aliados durante a guerra do Golfo Pérsico e intervieram no norte do Iraque,
para proteger os refugiados curdos das represálias do governo iraquiano. topo |