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| Mapa
da Holanda |
A Holanda é também conhecida como os Países
Baixos. Na verdade, o nome correcto do país é Países
Baixos. Holanda é o nome de duas das maiores províncias
(Norte e Sul), por isso se passou a usar essa designação
informal para este país. A Holanda está limitada a
norte e a oeste com o Mar do Norte, a leste com a Alemanha e a sul
com a Bélgica. A Holanda tem uma superfície de 41.526
km2 e uma população de 16,15 milhões de habitantes.
Embora Amsterdão seja a capital constitucional, Haia tem
a sede do governo, a residência real e a maior parte das embaixadas.
O país é um dos mais densamente povoados do mundo.
Os holandeses são conhecidos pelos seus diques, tulipas,
moinhos, tamancos e sua tolerância social. Suas políticas
liberais são frequentemente mencionadas e usadas como (bons
ou maus) exemplos nos demais países.
Um aspecto notável do país é o fato de ser
extremamente plano. Aproximadamente metade do território
fica a menos de 1 metro acima do nível do mar, e boa parte
das terras estão, de facto, abaixo do nível do mar.
O ponto mais alto, Vaalserberg, na fronteira sudeste, localiza-se
a uma altitude de 321 m. Muitas áreas baixas estão
protegidas por diques e barragens. Partes dos Países Baixos,
inclusive quase toda a moderna província da Flevolândia,
foram conquistadas ao mar - estas áreas são conhecidas
como polderes.
O país é dividido em duas partes principais pelos
rios Reno (Rijn), Waal e Mosa (Maas).
Antes do começo da era cristã, no que agora são
os Países Baixos, viviam tribos germânicas e celtas.
Até o ano 400, a região ao sul do rio Reno fazia parte
do Império Romano. Na Idade Média, os Países
Baixos estavam divididos em principados feudais autónomos.
O imperador Carlos V da Casa dos Habsburgos, (Carlos I da Espanha,
1500-1558) reuniu todos esses territórios junto com a actual
Bélgica e Luxemburgo, denominando-os 'Países Baixos'
e agregou-os ao seu vasto império Borgonhês-Habsburguês.
Em 1568, vários principados do norte dos Países Baixos,
dirigidos pelo príncipe Guilherme de Orange, sublevaram-se
contra Felipe II de Espanha, filho de Carlos V. O motivo foi a limitação
da liberdade religiosa e as aspirações absolutistas
de Felipe II. Isto significou o início do que nos Países
Baixos se conhece como a 'Guerra dos Oitenta Anos'. Com a Paz de
Münster em 1648, a República das Sete Províncias
dos Países Baixos foi reconhecida por Espanha como Estado
independente. A República consistia de sete províncias
soberanas: Holanda, Zeelândia, Utrecht, Frísia, Groninga,
Overijssel e Gueldres. A forma estatal da República seguia
mantendo um elemento feudal com o 'stadhouder' (governador), um
cargo poderoso que era ocupado pelos herdeiros de Guilherme de Orange.
O país desenvolveu-se e tornou-se uma das mais importantes
potências navais e económicas do século XVII.
Neste período, conhecido como a sua Idade de Ouro, os Países
Baixos estenderam suas redes comerciais por todo o planeta, estabelecendo
colónias em lugares tão distantes quanto Java e o
Nordeste brasileiro.
A Revolução Francesa significou o final da República
das Sete Provincias dos Países Baixos. Em 1795, a República
foi ocupada pelas tropas francesas, convertendo-a num estado vassalo:
a República Batava. Em 1806, Napoleão nomeou seu irmão
Luis Napoleão como rei do Reino dos Países Baixos
e, quatro anos mais tarde, os Países Baixos foram anexados
na sua totalidade à França.
Em 1813, depois do colapso do império francês, os
Países Baixos readquiriram sua independência, surgiu
então uma luta entre monarquistas e republicanos da qual
sairam vitoriosos os monarquistas. Guilherme Frederico, Príncipe
de Orange Nassau e filho do último stadhouder, regressou
da Inglaterra. O Governo voltou a transferir-se para Haia; porém,
Amsterdão manteve-se como a capital oficial. Os Países
Baixos também continuavam como "Estado Unitário",
já que não se voltou ao sistema das províncias
autónomas. Quando em 1815 os Países Baixos do Norte
e do Sul se uniram formando o Reino dos Países Baixos, Guilherme
I foi proclamado rei. Isto marcou a introdução da
monarquia hereditária. Em 1848, ocorreu uma drástica
revisão da Constitução, os ministros não
deviam mais responder ante o Monarca mas ante os representantes
eleitos do povo, o parlamento. Esta nova Constituição
formou a base da actual monarquia constitucional com um sistema
parlamentário.
Em 1830, os Países Baixos do Sul se separaram e formaram
o Estado da Bélgica. Em 1839, Guilherme I aceitou esta separação;
no mesmo ano renunciou ao trono. Foi sucedido por Guilherme II.
Depois da morte do seu filho Guilherme III em 1890 terminou a sucessão
ao trono em linha masculina e desapareceu o vínculo pessoal
com Luxemburgo, do qual, até aquele momento, o rei holandês
tinha sido Grão-Duque. Sob a regência da sua mãe,
a rainha Emma, chegou ao trono Guilhermina (1880-1962).
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os Países
Baixos mantiveram-se neutros. Apesar de que os Países Baixos
também terem mantido uma política de absoluta neutralidade
até a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1940 as forças
alemãs invadiram o país, iniciando-se assim uma ocupação
de cinco anos. A rainha Guilhermina refugiou-se em Inglaterra, de
onde continuou exercendo um papel importante como símbolo
da resistência contra o invasor.
Em 1948, após um reinado de cinquenta anos, abdicou em favor
da sua filha Juliana. Em 1980, Juliana foi sucedida no trono pela
sua filha mais velha, a rainha Beatriz. Até à Segunda
Guerra Mundial, os Países Baixos tinham sido uma grande potência
colonial, porém, pouco depois do fim da guerra, as colónias
rapidamente se tornaram independentes. A Indonésia ficou
totalmente independente dos Países Baixos. Em 1954, o Suriname
e as Antilhas Holandesas converteram-se em sócios equivalentes
ao aceitar o Estatuto do Reino no qual se determinava que o Governo
do Reino se encarregaria das relações exteriores e
da defesa dos territórios em ultramar. Em 25 de novembro
de 1975, o Suriname passou a ser uma república independente.
Desde 1986, Aruba que até então formava parte das
Antilhas Holandesas junto com Curaçao, Bonaire, San Eustáquio,
Saba e São Martinho, separou-se adquirindo adquiriu o estatuto
de sócio equivalente.
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