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| Mapa
da Hungria |
Sem fronteira com o mar, a Hungria ocupa a maior parte da Grande
Planície Húngara, no centro-sul da Europa, delimitada
a leste pelos Alpes e a oeste pelos montes Cárpatos. O rio
Danúbio cruza o país de norte a sul e divide sua capital
Budapeste em Buda (parte alta) e Peste (parte baixa). A superfície
da Hungria é 93.032 km2 e a população 10.106.017
habitantes. O país tem fronteiras com a Eslováquia
a norte, com a Ucrânia e a Roménia a leste, com a Eslovénia,
a Croácia e a Jugoslávia a sul, e a Áustria
a oeste.
O pico mais elevado da Hungria é o Monte Kékes com
1015 m. As principais regiões são a Grande planície
húngara, a Pequena planície húngara, a Transdanúbia
(sistema montanhoso) e as Montanhas do Norte.
Os grupos étnicos da Hungria são compostos por magiares
húngaros 90%, ciganos 4%, alemães 3%, sérvios
2% e outros 1%.
O actual território da Hungria fazia parte das províncias
romanas da Dácia e da Panónia. Como estava situado
na periferia do Império Romano, este território foi
dos primeiros a ser invadido pelos povos germânicos, por volta
do séc. 11. As tribos germânicas foram mais tarde afastadas
pelos Hunos. No séc. V, é a vez dos Avres estabelecerem
um reino na Panónia e no séc. VIII, os morávios
conquistaram as regiões Norte e Este do território.
Carlos Magno, Rei dos Francos, anexa o restante território,
entre 791 e 797. Um século mais tarde, os magiares (húngaros)
abandonam o terreno que ocupavam nas planícies a Leste dos
Cárpatos e, movem-se para o Oeste, descendo para a região
que veio a tomar o seu nome (cerca de 896). Destruíram o
reino morávio, empreenderam incursões na Alemanha
e na Itália, sendo por fim derrotados pelos reis alemães.
No séc. X, a cultura ocidental e cristã começaram
a penetrar na Hungria e com a subida ao trono de Ladislau I, foram
conquistadas a Croácia, a Bósnia e a Transilvânia.
A monarquia húngara foi perdendo o seu poder ao longo do
séc. XII. Em 1241, o território foi invadido pelos
mongóis que acabaram por se retirar. Com a morte de André
III finalizou a dinastia Arpád e a coroa húngara tornou-se
hereditária. Em 1307, sobe ao trono Luís I da casa
de Anjou e, com ele, a soberania dos reis húngaros estendeu-se
até à Moldávia, Valáquia, Bósnia,
Sérvia e Bulgária. Com Alberto V, da Áustria,
(1438-39), os Habsburgos tiveram acesso ao trono húngaro.
Em 1458, sobe ao trono Matias Corviro, que foi considerado o maior
rei da Hungria. Os seus importantes êxitos militares, as conquistas
da Morávia, da Silésia e da Lusatia, tornaram a Hungria
um dos reinos mais poderosos da Europa Central desse período.
Em Agosto de 1521, o exército turco conquista Belgrado e
Sabac. Após a derrota frente aos turcos, Fernando I da Áustria
foi eleito Rei, o que lançou as bases para o domínio
dos Habsburgos na Hungria. Em 1686, Budapeste é reconquistada
pelos cristãos, e os turcos cedem à Austria a maior
parte da Hungria e da Transilvânia. Em 1887, o Rei Leopoldo
I forçou os húngaros a declarar que a coroa húngara
ficaria para sempre hereditária na casa dos Habsburgos.
Em 1867, o imperador Francisco José I instaura um sistema
de monarquia dualista, dando à Hungria um estatuto semelhante
ao Áustria. Contudo, as contradições entre
uma Hungria agrária e uma Áustria industrial eram
cada vez maiores. A monarquia dualista durou até à
derrota do Império Austro-Húngaro e da Alemanha, na
I Guerra Mundial. Em Novembro de 1918, o Império foi oficialmente
dissolvido, sendo proclamada a República Democrática
da Hungria, tendo Mihaly Karoly como presidente. No mês de
Março de 1919, é instalado um regime comunista liderado
por Bela Kuhn. Entretanto, tropas romenas invadem a Hungria. E em
1920, é restaurada a monarquia.
A 4 de Junho de 1920, é assinado o Tratado de Trianou, pelo
qual a Hungria perde três quartos do seu território,
e um terço da população, para a Roménia,
Jugoslávia e Checoslováquia. Foi nomeado o Almirante
Nicholas Horthy como regente da monarquia. Em Janeiro de 1939, a
Hungria adere ao Pacto Anti-Komitern, com a Alemanha, Itália
e Japão e mostra-se declaradamente pró-eixo. Com a
ajuda da Itália e da Alemanha, a Hungria recupera as terras
perdidas para a Checoslováquia e para a Roménia, retomando
as antigas fronteiras. Em Março de 1944, o exército
alemão ocupou a Hungria, perseguiu oposicionistas e judeus,
matando ou deportando centenas de milhares de pessoas.
A 7 de Outubro de 1948, o exército soviético invade
a Hungria e apoia os comunistas na tomada do poder; Rakosi assume
a liderança do partido. Os membros da Igreja são perseguidos,
as indústrias nacionalizadas e os camponeses obrigados a
colectivizar as suas terras. Após a morte de Estaline (1953),
Rakosi é substituído por Imre Nagy, mais moderado,
que amnistiou alguns prisioneiros políticos. A Hungria adere
ao pacto de Varsóvia. Em 1955, Nagy é destituído
pela ala dura do partido comunista, após ter tentado uma
abertura política. Entretanto, aumenta o descontentamento
social, provocando uma revolta contra o regime, que explode em Budapeste,
em 1956. Janos Kádar estabelece um contra-Governo e pede
auxílio à URSS. A 14 de Novembro, tropas soviéticas
invadem o pais, reprimindo a revolta. Centenas de húngaros
foram executados, milhares aprisionados e quase 200.000 pessoas
fugiram para a Áustria. É instaurada uma ditadura
comunista com Kádar na presidência, situação
que se manteve durante cerca de três décadas. Nagy
foi preso e executado.
No ano de 1987, Karoly Grosz é eleito Primeiro-Ministro,
passando a liderar o partido em 1988. O Partido Comunista Húngaro
decreta a sua própria dissolução e reconstitui-se
como Partido Socialista Húngaro (PSH). O país abandona
o regime comunista. O ano de 1988 é ainda marcado por uma
grande manifestação onde se reclamava a liberdade
de imprensa e eleições livres. Em 1989, é adoptado
o multipartidarismo e formam-se vários partidos. A 23 de
Outubro, o país passa a chamar-se apenas República
da Hungria. Em 1990, o Fórum Democrático Húngaro
vence as eleições legislativas e Arpád Gorez
é nomeado presidente da República designando Jozsef
Artall para Primeiro-Ministro. Em Junho de 1991, é completada
a retirada das tropas soviéticas do território húngaro.
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